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	<title>Eliel de Paula &#187; New Hampshire</title>
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	<description>Programando ou tocando por aÃ­...</description>
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		<title>Eu Tenho Um Sonho</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 14:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliel de Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>
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		<description><![CDATA[Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)
&#8220;Eu estou contente em unir-me com vocÃªs no dia que entrarÃ¡ para a histÃ³ria como a maior demonstraÃ§Ã£o pela liberdade na histÃ³ria de nossa naÃ§Ã£o.
Cem anos atrÃ¡s, um grande americano, na qual estamos sob sua simbÃ³lica sombra, assinou a ProclamaÃ§Ã£o de EmancipaÃ§Ã£o. Esse importante decreto veio como um grande farol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)</p>
<p>&#8220;Eu estou contente em unir-me com vocÃªs no dia que entrarÃ¡ para a histÃ³ria como a maior demonstraÃ§Ã£o pela liberdade na histÃ³ria de nossa naÃ§Ã£o.</p>
<p>Cem anos atrÃ¡s, um grande americano, na qual estamos sob sua simbÃ³lica sombra, assinou a ProclamaÃ§Ã£o de EmancipaÃ§Ã£o. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperanÃ§a para milhÃµes de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiÃ§a. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.<br />
<span id="more-227"></span><br />
Mas cem anos depois, o Negro ainda nÃ£o Ã© livre.<br />
Cem anos depois, a vida do Negro ainda Ã© tristemente invÃ¡lida pelas algemas da segregaÃ§Ã£o e as cadeias de discriminaÃ§Ã£o.</p>
<p>Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha sÃ³ de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua prÃ³pria terra. Assim, nÃ³s viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condiÃ§Ã£o.</p>
<p>De certo modo, nÃ³s viemos Ã  capital de nossa naÃ§Ã£o para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa repÃºblica escreveram as magnÃ­ficas palavras da ConstituiÃ§Ã£o e a DeclaraÃ§Ã£o da IndependÃªncia, eles estavam assinando uma nota promissÃ³ria para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como tambÃ©m os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienÃ¡veis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje Ã© Ã³bvio que aquela AmÃ©rica nÃ£o apresentou esta nota promissÃ³ria. Em vez de honrar esta obrigaÃ§Ã£o sagrada, a AmÃ©rica deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com &#8220;fundos insuficientes&#8221;.</p>
<p>Mas nÃ³s nos recusamos a acreditar que o banco da justiÃ§a Ã© falÃ­vel. NÃ³s nos recusamos a acreditar que hÃ¡ capitais insuficientes de oportunidade nesta naÃ§Ã£o. Assim nÃ³s viemos trocar este cheque, um cheque que nos darÃ¡ o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a seguranÃ§a da justiÃ§a.</p>
<p>NÃ³s tambÃ©m viemos para recordar Ã  AmÃ©rica dessa cruel urgÃªncia. Este nÃ£o Ã© o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remÃ©dio tranqÃ¼ilizante do gradualismo.</p>
<p>Agora Ã© o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.</p>
<p>Agora Ã© o tempo para subir do vale das trevas da segregaÃ§Ã£o ao caminho iluminado pelo sol da justiÃ§a racial.</p>
<p>Agora Ã© o tempo para erguer nossa naÃ§Ã£o das areias movediÃ§as da injustiÃ§a racial para a pedra sÃ³lida da fraternidade.</p>
<p>Agora Ã© o tempo para fazer da justiÃ§a uma realidade para todos os filhos de Deus.</p>
<p>Seria fatal para a naÃ§Ã£o negligenciar a urgÃªncia desse momento. Este verÃ£o sufocante do legÃ­timo descontentamento dos Negros nÃ£o passarÃ¡ atÃ© termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 nÃ£o Ã© um fim, mas um comeÃ§o. Esses que esperam que o Negro agora estarÃ¡ contente, terÃ£o um violento despertar se a naÃ§Ã£o votar aos negÃ³cios de sempre.</p>
<p>Mas hÃ¡ algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palÃ¡cio da justiÃ§a. No processo de conquistar nosso legÃ­timo direito, nÃ³s nÃ£o devemos ser culpados de aÃ§Ãµes de injustiÃ§as. NÃ£o vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xÃ­cara da amargura e do Ã³dio. NÃ³s sempre temos que conduzir nossa luta num alto nÃ­vel de dignidade e disciplina. NÃ³s nÃ£o devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violÃªncia fÃ­sica. Novamente e novamente nÃ³s temos que subir Ã s majestosas alturas da reuniÃ£o da forÃ§a fÃ­sica com a forÃ§a de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou Ã  comunidade negra que nÃ£o devemos ter uma desconfianÃ§a para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmÃ£os brancos, como comprovamos pela presenÃ§a deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles Ã© amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles Ã© ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. NÃ³s nÃ£o podemos caminhar sÃ³.</p>
<p>E como nÃ³s caminhamos, nÃ³s temos que fazer a promessa que nÃ³s sempre marcharemos Ã  frente. NÃ³s nÃ£o podemos retroceder. HÃ¡ esses que estÃ£o perguntando para os devotos dos direitos civis, &#8220;Quando vocÃªs estarÃ£o satisfeitos?&#8221;</p>
<p>NÃ³s nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vÃ­tima dos horrores indizÃ­veis da brutalidade policial. NÃ³s nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, nÃ£o poderem ter hospedagem nos motÃ©is das estradas e os hotÃ©is das cidades. NÃ³s nÃ£o estaremos satisfeitos enquanto um Negro nÃ£o puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele nÃ£o tem motivo para votar. NÃ£o, nÃ£o, nÃ³s nÃ£o estamos satisfeitos e nÃ³s nÃ£o estaremos satisfeitos atÃ© que a justiÃ§a e a retidÃ£o rolem abaixo como Ã¡guas de uma poderosa correnteza.</p>
<p>Eu nÃ£o esqueci que alguns de vocÃª vieram atÃ© aqui apÃ³s grandes testes e sofrimentos. Alguns de vocÃª vieram recentemente de celas estreitas das prisÃµes. Alguns de vocÃªs vieram de Ã¡reas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguiÃ§Ãµes e pelos ventos de brutalidade policial. VocÃª sÃ£o o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fÃ© que sofrimento imerecido Ã© redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a GeÃ³rgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situaÃ§Ã£o pode e serÃ¡ mudada. NÃ£o se deixe caiar no vale de desespero.</p>
<p>Eu digo a vocÃª hoje, meus amigos, que embora nÃ³s enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhÃ£. Eu ainda tenho um sonho. Ã‰ um sonho profundamente enraizado no sonho americano.</p>
<p>Eu tenho um sonho que um dia esta naÃ§Ã£o se levantarÃ¡ e viverÃ¡ o verdadeiro significado de sua crenÃ§a &#8211; nÃ³s celebraremos estas verdades e elas serÃ£o claras para todos, que os homens sÃ£o criados iguais.</p>
<p>Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da GeÃ³rgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderÃ£o se sentar junto Ã  mesa da fraternidade.</p>
<p>Eu tenho um sonho que um dia, atÃ© mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiÃ§a, que transpira com o calor de opressÃ£o, serÃ¡ transformado em um oÃ¡sis de liberdade e justiÃ§a.</p>
<p>Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianÃ§as vÃ£o um dia viver em uma naÃ§Ã£o onde elas nÃ£o serÃ£o julgadas pela cor da pele, mas pelo conteÃºdo de seu carÃ¡ter. Eu tenho um sonho hoje!</p>
<p>Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lÃ¡bios gotejando palavras de intervenÃ§Ã£o e negaÃ§Ã£o; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderÃ£o unir as mÃ£os com meninos brancos e meninas brancas como irmÃ£s e irmÃ£os. Eu tenho um sonho hoje!</p>
<p>Eu tenho um sonho que um dia todo vale serÃ¡ exaltado, e todas as colinas e montanhas virÃ£o abaixo, os lugares Ã¡speros serÃ£o aplainados e os lugares tortuosos serÃ£o endireitados e a glÃ³ria do Senhor serÃ¡ revelada e toda a carne estarÃ¡ junta.</p>
<p>Esta Ã© nossa esperanÃ§a. Esta Ã© a fÃ© com que regressarei para o Sul. Com esta fÃ© nÃ³s poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperanÃ§a. Com esta fÃ© nÃ³s poderemos transformar as discÃ³rdias estridentes de nossa naÃ§Ã£o em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fÃ© nÃ³s poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nÃ³s seremos um dia livre. Este serÃ¡ o dia, este serÃ¡ o dia quando todas as crianÃ§as de Deus poderÃ£o cantar com um novo significado.</p>
<p>&#8220;Meu paÃ­s, doce terra de liberdade, eu te canto.</p>
<p>Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,</p>
<p>De qualquer lado da montanha, ouÃ§o o sino da liberdade!&#8221;</p>
<p>E se a AmÃ©rica Ã© uma grande naÃ§Ã£o, isto tem que se tornar verdadeiro.</p>
<p>E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinÃ¡rio topo da montanha de New Hampshire.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da CalifÃ³rnia.</p>
<p>Mas nÃ£o Ã© sÃ³ isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da GeÃ³rgia.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de VigilÃ¢ncia do Tennessee.</p>
<p>Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.</p>
<p>Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.</p>
<p>E quando isto acontecer, quando nÃ³s permitimos o sino da liberdade soar, quando nÃ³s deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nÃ³s poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianÃ§as de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e catÃ³licos, poderÃ£o unir mÃ£os e cantar nas palavras do velho spiritual negro:</p>
<p>&#8220;Livre afinal, livre afinal.</p>
<p>AgradeÃ§o ao Deus todo-poderoso, nÃ³s somos livres afinal.&#8221;</p>
<p>(<a href="http://www.youtube.com/watch?v=PbUtL_0vAJk">Veja o vÃ­deo no You Tube</a>)</p>
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