Todos os anos nesta mesma época – natal e ano novo – somos remetidos à uma atmosfera de esperança até mesmo de nostalgia. Nos reunimos com nossos amigos e familiares, fazemos votos de mudanças e desejamos coisas boas para todos.

Tudo bem que a maioria das promessas de fim de ano são quebradas logo na primeira quinzena de Janeiro, mas como dizem, “o que conta é a intenção”, ou mesmo, “é melhor morrer tentando”. Lembre aí quantas vezes aquela pessoa disse na virada do ano “este ano eu paro de fumar”…

Mas será que realmente sabemos o que queremos? Imagine se tudo que você desejasse fosse realizado instantaneamente, agora imagine isto acontecendo com todos a sua volta. Fico pensando o que um camarada que faz parte de um desses grupos terroristas deseja, ou qualquer outro tipo de fanático.

A Bíblia Sagrada nos conta a história de Moisés guiando o povo de Israel pelo deserto por quarenta anos em um percurso que era para ser feito em aproximadamente quinze dias. Acompanhando os relatos no livro de Êxodo, mesmo Deus abrindo o Mar Vermelho, providenciando alimento e água no meio do nada, eles ainda reclamavam. Será que se eles fizessem o trajeto em 15 dias eles teriam realmente tirado alguma lição de vida? Será que eles não iriam se esquecer do que Deus já fez por eles?

Tudo em nossa vida tem um tempo certo, é como se seu filho de 4 anos te pedisse uma faca de presente de natal, você daria a ele? É muito improvável, afinal você tem mais experiência e sabe que ele poderá se machucar. Da mesma forma é Deus conosco, pedimos tanta coisa e as vezes não recebemos nada e logo reclamamos. Será que estamos preparados para receber o que pedimos?

Temos que ter muito cuidado com o que pedimos ou desejamos afim de que uma bênção não se torne em maldição, como aquela pessoa que vai à igreja todos os dias pedindo a Deus um carro e quando recebe desaparece, passa pelos irmãos e nem conhece. Existem pessoas que além de se distanciar de Deus esquecem-se das suas obrigações, como aquele que ao receber um tão sonhado emprego se esquece da família.

Neste fim de ano seja consciente e peça o que sua estrutura comporta, o que está no centro da vontade de Deus.

Boas festas!

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